/03/2009
DivulgaçãoPor iniciativa do prefeito Klauss Rêgo a Prefeitura Municipal de Extremoz recepcionará o projeto ‘Cultura no Trem’, da Companhia Brasileira de Trem Urbano (CBTU) com várias atrações culturais da cidade neste sábado, 29, durante a parada do trem, que parte de Natal para Extremoz por volta das 9h30, após o início das atividades, que começam às 8h.De acordo com a diretora da Fundação de Cultura do Município de Extremoz, Valdelêda Medeiros, “durante o percurso a bagagem do trem é recheada de artistas da terra e culturas locais, tais como a venda do grude, sarau de poesias, literatura de cordel, entre outras atrações”, disse. “Essa será a segunda edição do ano de 2009 e a parada na estação de Extremoz contará com uma programação diversificada, com apresentações de grupos locais e barracas com comidas típicas e artesanatos da região”, completou Valdelêda Medeiros.O prefeito Klauss Rêgo considera o projeto muito importante porque divulga as potencialidades culturais e turísticas de Extremoz. “No mês de fevereiro, no dia 28, quando o projeto completou um ano, participei da viagem com toda a minha família. Levei minha esposa, meus filhos e minha mãe e todos gostaram muito da animada viagem e das atrações que preparamos para receber o ‘Trem da Cultura’. Sábado estarei indo novamente”, confirmou Klauss. O projeto foi criado pela CBTU, Superintendência de Trens Urbanos de Natal e da Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do Rio Grande do Norte. Ele ocorre todo último sábado de cada mês, e custa apenas R$ 0,50 referente à passagem.
Fonte
http://www.natalpress.com/index.php?Fa=mat.inf&MAT_ID=23806&EDI_ID=7
quinta-feira, 14 de maio de 2009
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Ministro da Cultura destaca importância do Trem do Pantanal
28/04/09
O ministro da Cultura, João Luiz Silva Ferreira (Juca Ferreira), destacou hoje durante visita a Campo Grande a importância da implantação do Trem do Pantanal.
Segundo o ministro, é fundamental investir no transporte sobre trilhos, principalmente com a crise energética e ambiental que os países tem enfrentado. "O trem é ecologicamente viável", afirmou.
Juca Ferreira lembrou que houve aumento considerável do transporte sobre rodas durante o governo de Juscelino Kubitschek. Mas, garantiu que o presidente Lula está 'disposto e empenhado' em fazer um equilíbrio entre os meios de transporte, e trabalhar com formas alternativas.
Nesse sentido, ele afirmou que o trem é uma solução mais barata que os outros meios de transporte. "Somente o investimento inicial é caro". E ressaltou também sua eficiência no turismo, para o transporte de mercadorias e para estreitar relações com os paises vizinhos.
Juca Ferreira afirmou ainda que o Trem do Pantanal, que deverá iniciar as atividades no dia 8 deste mês com a viagem inaugural, será 'importantíssimo' para o Estado.
Fonte: Campo Grande News
O ministro da Cultura, João Luiz Silva Ferreira (Juca Ferreira), destacou hoje durante visita a Campo Grande a importância da implantação do Trem do Pantanal.
Segundo o ministro, é fundamental investir no transporte sobre trilhos, principalmente com a crise energética e ambiental que os países tem enfrentado. "O trem é ecologicamente viável", afirmou.
Juca Ferreira lembrou que houve aumento considerável do transporte sobre rodas durante o governo de Juscelino Kubitschek. Mas, garantiu que o presidente Lula está 'disposto e empenhado' em fazer um equilíbrio entre os meios de transporte, e trabalhar com formas alternativas.
Nesse sentido, ele afirmou que o trem é uma solução mais barata que os outros meios de transporte. "Somente o investimento inicial é caro". E ressaltou também sua eficiência no turismo, para o transporte de mercadorias e para estreitar relações com os paises vizinhos.
Juca Ferreira afirmou ainda que o Trem do Pantanal, que deverá iniciar as atividades no dia 8 deste mês com a viagem inaugural, será 'importantíssimo' para o Estado.
Fonte: Campo Grande News
Viagem de trem de São Paulo a Jundiaí une cultura, história e natureza

Isso que lemos e vemos, na imagem, é colírio para os nossos olhos!!
Abraço a todos.
da Folha Online
O Expresso Turístico da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), que inaugurou a linha São Paulo-Jundiaí no mês passado, já vem sendo bastante procurado pelo público que quer fazer um passeio curto, de um dia, para a cidade do interior.
Devido à grande demanda, quem quiser fazer a viagem de 60 quilômetros nos vagões da década de 60 deve procurar adquirir as passagens com pelo menos três semanas de antecedência.
Divulgação
Expresso Turístico faz viagens para Jundiaí e futuramente irá para Paranapiacaba e Mogi das Cruzes
Os bilhetes podem ser comprados até dois meses antes da data da viagem na bilheteria da estação da Luz, de onde parte a locomotiva.
As viagens acontecem aos finais de semana, sempre às 8h30, com retorno às 16h30 e chegada às 18h na Luz.
Divulgação
Dois vagões da década de 60 foram restaurados e possuem agora 174 assentos, além de local adaptado para cadeira de rodas
Ao todo, a composição possui 174 assentos em dois vagões que foram restaurados, como parte da recuperação do patrimônio da companhia. A malha ferroviária também foi recuperada.
A passagem custa R$ 28 para uma pessoa, com desconto de 50% para até três acompanhantes (saiba mais no site da CPTM).
O viajante pode também adquirir um passeio na Rizzatour, ao lado do balcão da CPTM, com três temas em Jundiaí: roteiro histórico, roteiro cultural e circuito das frutas. O passeio custa R$ 48. Crianças de 4 a 10 anos acompanhadas de adulto pagam R$ 34.
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Fonte
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Trens turísticos da Ferrovia Centro-Atlântica estão em plena fase de crescimento
O projeto foi inaugurado em maio de 2006, fruto de um investimento que reestabeleceu a ligação ferroviária entre Ouro Preto e Mariana
19 de Setembro de 2008. Publicado por Vininha F. Carvalho
São quatro locomotivas fabricadas entre 1908 e 1919 / FCA
Cerca de 95 mil pessoas circularam pelos dois trens turísticos operados pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), no primeiro semestre deste ano. O movimento de turistas e moradores no Trem da Vale, entre Ouro Preto e Mariana, e a Maria Fumaça São João Del Rei-Tiradentes, foi 18% superior ao registrado nos primeiros seis meses do ano passado.
Para o gerente de trens turísticos da FCA, Marcos Teixeira, vários fatores explicam o bom resultado. “O Trem da Vale é uma operação nova, tem dois anos e está em plena fase de crescimento. Somado a isso, temos o bom momento que a economia brasileira está passando, que permite as pessoas viajarem mais e o trabalho de divulgação em feiras de turismo e participação em eventos turísticos que temos feito este ano”, afirmou.
A FCA, empresa controlada pela Vale, opera trens turísticos desde 2001 e já investiu R$ 55,7 milhões nos dois projetos. Neste período quase um milhão de turistas foram transportados nas quatro cidades históricas mineiras.
Além dos trens turísticos a Vale é hoje a única operadora ferroviária de cargas do Brasil que mantém projetos de preservação da memória ferroviária: são dois museus – Museu da Ferrovia, em Vitória, e o Museu Ferroviário de São João Del Rei.
Trem da Vale
O Trem da Vale foi o destaque do período. Foram transportados 35 mil turistas viajando no trem, contra as 28,4 mil pessoas transportadas em período equivalente de 2007, um crescimento de 24,2%.
O projeto foi inaugurado em maio de 2006, fruto de um investimento de R$ 48,5 milhões, que reestabeleceu a ligação ferroviária entre Ouro Preto e Mariana por meio de um passeio de Maria Fumaça.
O Trem da Vale tem parcerias institucionais com a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), prefeituras de Mariana e Ouro Preto, Ministério do Turismo e Ministério da Cultura.
Para isso, foram reconstruídos 18,7 quilômetros de ferrovia, adequou-se quatro estações existentes no percurso e restaurou-se uma locomotiva a vapor e sete vagões de passageiros. Paralelamente, o projeto iniciou, também, um programa inédito no país relacionado à Educação Patrimonial e ao incremento da atividade turística na região.
Com capacidade para 300 passageiros sentados, o Trem da Vale funciona toda sexta-feira, sábado, domingo e feriados, com duas saídas diárias de Ouro Preto e duas de Mariana.
Desde o início da operação, o Trem da Vale já transportou cerca de 150 mil turistas entre as duas cidades históricas mineiras.
São João Del Rei
Os números da Ferrovia Centro-Atlântica, responsável pela operação e manutenção da Maria-Fumaça, mostram que nos seis primeiros meses deste ano cerca de 60 mil turistas fizeram o passeio, número 15% maior que o registrado no mesmo período de 2007, quando pouco mais de 52 mil turistas embarcaram para uma viagem ao passado.
O trecho ferroviário entre as duas cidades foi inaugurado em 1881, pelo imperador D. Pedro II, tem 12 quilômetros percorridos em 35 minutos pelo trem centenário. Desde que a FCA assumiu a operação da Maria-Fumaça entre São João Del rei e Tiradentes, em 2001, foram investidos R$ 7,2 milhões. No mesmo período foram transportados cerca de 900 mil turistas.
Com capacidade até 320 passageiros sentados, a Maria-Fumaça de São João Del Rei funciona toda sexta-feira, sábado, domingo e feriados, com duas saídas diárias de São João Del Rei e duas de Tiradentes.
São quatro locomotivas fabricadas entre 1908 e 1919, nos Estado Unidos, pela Baldwin Locomotive Works, que puxam até 11 vagões fabricados no século passado e foram restaurados para a realização dos passeios turísticos entre as duas cidades.
Além do passeio da Maria-Fumaça, no Complexo ferroviário de São João Del Rei, ainda é possível visitar o Museu Ferroviário, onde estão preservadas quatro outras locomotivas fabricadas entre 1880 e 1919, e a Rotunda (uma espécie de garagem de locomotivas) onde estão em exposição mais 10 locomotivas movidas à vapor alemãs e norte-americanas.
Qualquer dúvida sobre a operação dos trens turísticos da FCA podem ser esclarecidas por meio do serviço telefônico Alô Ferrovias – 0800 285 700. A Ligação é gratuita.
Horários e informações:
Os trens a vapor de São João Del Rei a Tiradentes, os únicos do mundo de bitola de 0,76 m, circulam às sextas-feiras, sábados, domingos e feriados nos seguintes horários:
Partida de São João: 10h e 15h
Partida de Tiradentes: 13h e 17h
O Trem da Vale também é puxado por uma locomotiva a vapor, fabricada em 1949, que circula às sextas-feiras, sábados, domingos e feriados nos seguintes horários:
Partida de Ouro Preto: 11h e 16h
Partida de Mariana: 9h e 14h
Museu Ferroviário de São João Del ReiVisitação: terça a domingo, de 9h às 11h e de 13h às 17h.Nos meses de Janeiro e Julho o trem circula de terça a domingo.
Fonte: Ernesto Batista / Assessoria de Imprensa FCA
Clique aqui para ler mais
19 de Setembro de 2008. Publicado por Vininha F. Carvalho
São quatro locomotivas fabricadas entre 1908 e 1919 / FCA
Cerca de 95 mil pessoas circularam pelos dois trens turísticos operados pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), no primeiro semestre deste ano. O movimento de turistas e moradores no Trem da Vale, entre Ouro Preto e Mariana, e a Maria Fumaça São João Del Rei-Tiradentes, foi 18% superior ao registrado nos primeiros seis meses do ano passado.
Para o gerente de trens turísticos da FCA, Marcos Teixeira, vários fatores explicam o bom resultado. “O Trem da Vale é uma operação nova, tem dois anos e está em plena fase de crescimento. Somado a isso, temos o bom momento que a economia brasileira está passando, que permite as pessoas viajarem mais e o trabalho de divulgação em feiras de turismo e participação em eventos turísticos que temos feito este ano”, afirmou.
A FCA, empresa controlada pela Vale, opera trens turísticos desde 2001 e já investiu R$ 55,7 milhões nos dois projetos. Neste período quase um milhão de turistas foram transportados nas quatro cidades históricas mineiras.
Além dos trens turísticos a Vale é hoje a única operadora ferroviária de cargas do Brasil que mantém projetos de preservação da memória ferroviária: são dois museus – Museu da Ferrovia, em Vitória, e o Museu Ferroviário de São João Del Rei.
Trem da Vale
O Trem da Vale foi o destaque do período. Foram transportados 35 mil turistas viajando no trem, contra as 28,4 mil pessoas transportadas em período equivalente de 2007, um crescimento de 24,2%.
O projeto foi inaugurado em maio de 2006, fruto de um investimento de R$ 48,5 milhões, que reestabeleceu a ligação ferroviária entre Ouro Preto e Mariana por meio de um passeio de Maria Fumaça.
O Trem da Vale tem parcerias institucionais com a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), prefeituras de Mariana e Ouro Preto, Ministério do Turismo e Ministério da Cultura.
Para isso, foram reconstruídos 18,7 quilômetros de ferrovia, adequou-se quatro estações existentes no percurso e restaurou-se uma locomotiva a vapor e sete vagões de passageiros. Paralelamente, o projeto iniciou, também, um programa inédito no país relacionado à Educação Patrimonial e ao incremento da atividade turística na região.
Com capacidade para 300 passageiros sentados, o Trem da Vale funciona toda sexta-feira, sábado, domingo e feriados, com duas saídas diárias de Ouro Preto e duas de Mariana.
Desde o início da operação, o Trem da Vale já transportou cerca de 150 mil turistas entre as duas cidades históricas mineiras.
São João Del Rei
Os números da Ferrovia Centro-Atlântica, responsável pela operação e manutenção da Maria-Fumaça, mostram que nos seis primeiros meses deste ano cerca de 60 mil turistas fizeram o passeio, número 15% maior que o registrado no mesmo período de 2007, quando pouco mais de 52 mil turistas embarcaram para uma viagem ao passado.
O trecho ferroviário entre as duas cidades foi inaugurado em 1881, pelo imperador D. Pedro II, tem 12 quilômetros percorridos em 35 minutos pelo trem centenário. Desde que a FCA assumiu a operação da Maria-Fumaça entre São João Del rei e Tiradentes, em 2001, foram investidos R$ 7,2 milhões. No mesmo período foram transportados cerca de 900 mil turistas.
Com capacidade até 320 passageiros sentados, a Maria-Fumaça de São João Del Rei funciona toda sexta-feira, sábado, domingo e feriados, com duas saídas diárias de São João Del Rei e duas de Tiradentes.
São quatro locomotivas fabricadas entre 1908 e 1919, nos Estado Unidos, pela Baldwin Locomotive Works, que puxam até 11 vagões fabricados no século passado e foram restaurados para a realização dos passeios turísticos entre as duas cidades.
Além do passeio da Maria-Fumaça, no Complexo ferroviário de São João Del Rei, ainda é possível visitar o Museu Ferroviário, onde estão preservadas quatro outras locomotivas fabricadas entre 1880 e 1919, e a Rotunda (uma espécie de garagem de locomotivas) onde estão em exposição mais 10 locomotivas movidas à vapor alemãs e norte-americanas.
Qualquer dúvida sobre a operação dos trens turísticos da FCA podem ser esclarecidas por meio do serviço telefônico Alô Ferrovias – 0800 285 700. A Ligação é gratuita.
Horários e informações:
Os trens a vapor de São João Del Rei a Tiradentes, os únicos do mundo de bitola de 0,76 m, circulam às sextas-feiras, sábados, domingos e feriados nos seguintes horários:
Partida de São João: 10h e 15h
Partida de Tiradentes: 13h e 17h
O Trem da Vale também é puxado por uma locomotiva a vapor, fabricada em 1949, que circula às sextas-feiras, sábados, domingos e feriados nos seguintes horários:
Partida de Ouro Preto: 11h e 16h
Partida de Mariana: 9h e 14h
Museu Ferroviário de São João Del ReiVisitação: terça a domingo, de 9h às 11h e de 13h às 17h.Nos meses de Janeiro e Julho o trem circula de terça a domingo.
Fonte: Ernesto Batista / Assessoria de Imprensa FCA
Clique aqui para ler mais
Lista de ferrovias em operação no Brasil
Amigos,
Abaixo, um link que informa o leitor a respeito das linhas férreas ainda em operação.
É uma página interessante para se ter uma ideia de como anda esse transporte por aqui.
Sugiro ao leitor uma atenção especial para o transporte de passageiros de longa distância. Só temos DUAS linhas, em mais 8 milhões de quilômetros quadrados do território nacional.
Lamentável!!
LISTA DE FERROVIAS EM OPERAÇÃO NO BRASIL
Abaixo, um link que informa o leitor a respeito das linhas férreas ainda em operação.
É uma página interessante para se ter uma ideia de como anda esse transporte por aqui.
Sugiro ao leitor uma atenção especial para o transporte de passageiros de longa distância. Só temos DUAS linhas, em mais 8 milhões de quilômetros quadrados do território nacional.
Lamentável!!
LISTA DE FERROVIAS EM OPERAÇÃO NO BRASIL
quinta-feira, 7 de maio de 2009
O plano da ALL para a Brasil ferrovias
Para que ele funcione e dê resultado, o confronto entre duas culturas empresariais radicalmente opostas terá de ser superado
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Por Malu Gaspar
Nem bem a América Latina Logística (ALL) anunciou ao mercado a compra da Brasil Ferrovias, no final da tarde do último dia 9 de maio, e o telefone do diretor de commodities da empresa, Eduardo Peleissone, começou a tocar. "E aí, já posso mandar minha carga para Santos?", dizia a voz animada de um de seus geren tes, do outro lado da linha. O comentário dá uma idéia da importância da aquisição para a companhia controlada pelo grupo GP. Com a Brasil Ferrovias, a malha da ALL chega finalmente ao maior porto do país. Além disso, a empresa terá aumento de 25% na sua malha total, alcançando quase 21 000 quilômetros de trilhos. De uma só tacada, a ALL tornou-se dona da maior malha ferroviária do país, com acesso a mercados estratégicos -- caso das plantações de soja no Centro-Oeste brasileiro -- e a variadas oportunidades de novos negócios. Tudo seria perfeito, não fosse um único e primordial detalhe: o estado lastimável da Brasil Ferrovias. Em meio a um cenário de caos administrativo e gerencial, a empresa será um desafio mesmo para grupos como a ALL, acostumada a recuperar negócios quebrados para depois lucrar com eles.
A primeira providência nesse processo de recuperação já foi tomada. No dia seguinte ao anúncio da compra, Bernardo Hess, presidente da ALL, despachou uma equipe de 20 executivos e gerentes para a sede da Brasil Ferrovias, em Campinas, no interior de São Paulo. Esse grupo vai permanecer por lá pelos próximos seis meses e será a ponta-de-lança do processo de integração das duas empresas, previsto para ser concluído no início do ano que vem. A primeira providência já em operação é a revisão de todos os contratos da gestão anterior. Além disso, esse grupo de executivos vai detalhar como serão gastos os 400 milhões de reais reservados para a reorganização administrativa e financeira da empresa. Não se sabe ao certo o número, mas espera-se também uma grande quantidade de demissões. Só no ano passado, 1 000 pessoas foram contratadas pela Brasil Ferrovias, chegando a 3 500 funcionários, número considerado elevado demais diante da baixa produtividade da empresa. A ALL vai investir também 1 bilhão de reais na recuperação da malha da Brasil Ferrovias, na compra de novos vagões e em tecnologia. Hees espera ainda que outro bilhão seja aplica do por grandes clientes da empresa ferroviária, como as tradings Bunge e Cargill, na construção de armazéns e na infra-estrutura para carga e descarga.
A linha adotada por Hess faz parte de um planejamento que começou no início deste ano. Entre janeiro e março, alguns dos mesmos funcionários que hoje estão em Campinas viajaram nas locomotivas da Brasil Ferrovias, visitaram oficinas, conferiram a situação dos trilhos, pesquisaram as estratégias e a gestão da empresa. Produziram um relatório de 200 páginas sugerindo como recuperá-la. Foi esse relatório que baseou a decisão de oferecer aos acionistas da Brasil Ferrovias -- os fundos de pensão Previ e Funcef, além do BNDES -- 1,4 bilhão de reais em ações da ALL e assumir dívidas de 1,6 bilhão de reais com o BNDES. Hees não dá detalhes sobre o documento, embora reconheça que será necessário um "choque de gestão" na Brasil Ferrovias. "Sabemos que estamos comprando uma empresa em situação quase falimentar. Justamente por isso, a urgência de começar a virada é grande", diz o executivo.
Fonte:
http://portalexame.abril.com.br/degustacao/secure/degustacao.do?COD_SITE=35&COD_RECURSO=211&URL_RETORNO=http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0868/negocios/m0081994.html
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Por Malu Gaspar
Nem bem a América Latina Logística (ALL) anunciou ao mercado a compra da Brasil Ferrovias, no final da tarde do último dia 9 de maio, e o telefone do diretor de commodities da empresa, Eduardo Peleissone, começou a tocar. "E aí, já posso mandar minha carga para Santos?", dizia a voz animada de um de seus geren tes, do outro lado da linha. O comentário dá uma idéia da importância da aquisição para a companhia controlada pelo grupo GP. Com a Brasil Ferrovias, a malha da ALL chega finalmente ao maior porto do país. Além disso, a empresa terá aumento de 25% na sua malha total, alcançando quase 21 000 quilômetros de trilhos. De uma só tacada, a ALL tornou-se dona da maior malha ferroviária do país, com acesso a mercados estratégicos -- caso das plantações de soja no Centro-Oeste brasileiro -- e a variadas oportunidades de novos negócios. Tudo seria perfeito, não fosse um único e primordial detalhe: o estado lastimável da Brasil Ferrovias. Em meio a um cenário de caos administrativo e gerencial, a empresa será um desafio mesmo para grupos como a ALL, acostumada a recuperar negócios quebrados para depois lucrar com eles.
A primeira providência nesse processo de recuperação já foi tomada. No dia seguinte ao anúncio da compra, Bernardo Hess, presidente da ALL, despachou uma equipe de 20 executivos e gerentes para a sede da Brasil Ferrovias, em Campinas, no interior de São Paulo. Esse grupo vai permanecer por lá pelos próximos seis meses e será a ponta-de-lança do processo de integração das duas empresas, previsto para ser concluído no início do ano que vem. A primeira providência já em operação é a revisão de todos os contratos da gestão anterior. Além disso, esse grupo de executivos vai detalhar como serão gastos os 400 milhões de reais reservados para a reorganização administrativa e financeira da empresa. Não se sabe ao certo o número, mas espera-se também uma grande quantidade de demissões. Só no ano passado, 1 000 pessoas foram contratadas pela Brasil Ferrovias, chegando a 3 500 funcionários, número considerado elevado demais diante da baixa produtividade da empresa. A ALL vai investir também 1 bilhão de reais na recuperação da malha da Brasil Ferrovias, na compra de novos vagões e em tecnologia. Hees espera ainda que outro bilhão seja aplica do por grandes clientes da empresa ferroviária, como as tradings Bunge e Cargill, na construção de armazéns e na infra-estrutura para carga e descarga.
A linha adotada por Hess faz parte de um planejamento que começou no início deste ano. Entre janeiro e março, alguns dos mesmos funcionários que hoje estão em Campinas viajaram nas locomotivas da Brasil Ferrovias, visitaram oficinas, conferiram a situação dos trilhos, pesquisaram as estratégias e a gestão da empresa. Produziram um relatório de 200 páginas sugerindo como recuperá-la. Foi esse relatório que baseou a decisão de oferecer aos acionistas da Brasil Ferrovias -- os fundos de pensão Previ e Funcef, além do BNDES -- 1,4 bilhão de reais em ações da ALL e assumir dívidas de 1,6 bilhão de reais com o BNDES. Hees não dá detalhes sobre o documento, embora reconheça que será necessário um "choque de gestão" na Brasil Ferrovias. "Sabemos que estamos comprando uma empresa em situação quase falimentar. Justamente por isso, a urgência de começar a virada é grande", diz o executivo.
Fonte:
http://portalexame.abril.com.br/degustacao/secure/degustacao.do?COD_SITE=35&COD_RECURSO=211&URL_RETORNO=http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0868/negocios/m0081994.html
A recuperação das Ferrovias no Brasil
Carlos Antonio Farias de Souza
Quinta-feira - 03/04/2008 - 03h01
Carlos Antonio Farias de Souza - Presidente da Cooperhidro
A partir da recuperação da economia brasileira, os setores produtivos investem nas ferrovias reconhecendo neste modal uma alternativa para o escoamento de cargas, mesmo enfrentando desafios da reestruturação, modernização e situações adversas como a ausência de uma agenda estratégica nacional de integração de transportes, o que facilitaria a consolidação de um caminho para esse setor tão importante para o crescimento econômico e social.Com todos esses fatores, os resultados foram bons e as ferrovias de cargas do país fecharam o ano de 2007 com a produção recorde de 257,4 bilhões de TKU (tonelada por quilômetro útil transportada), com aumento de 10,8% em relação a 2006 e 104,5% maior que os 137,2 bilhões de TKU de 1997, ano da concessão da malha ferroviária do Brasil. No contexto destes números, a ALL (América Latina Logistcs), maior operadora em transportes ferroviários de cargas da América Latina e concessionária do trecho que corta a região noroeste paulista, divulgou também o seu crescimento de 10,1% nas suas operações em 2007, com um faturamento líquido de 216 milhões. São evoluções necessárias, onde as operadoras vêm impulsionando a inserção de novos tipos de cargas, principalmente contêineres que passaram de 3,459 TEU ("Twenty-feet equivalente unity" - unidade equivalente a um contêiner de 20 pés, seis metros de comprimento) em 1997 para 220.050 TEU em 2007. As ferrovias estão transportando um volume maior de cargas com uma gama maior de diversificação, e isso é muito positivo para os setores produtivos e para o desenvolvimento do país. Ao comemorar este crescimento de produção nas ferrovias, fica uma expectativa no Brasil em relação à solução dos problemas que sua malha ferroviária, que enfrenta vários problemas e que regionalmente vivenciamos nos últimos anos. Da recuperação e expansão da malha, eliminação dos gargalos, intermodalidade, aspectos de segurança, investimentos em tecnologia e capacitação de recursos humanos, ainda flui uma sensação de que essas ações, não estão sendo priorizadas em planejamentos e políticas de longo prazo. O modelo de concessão implantado nas ferrovias do país foi desordenado e carregado de problemas, sendo esses empurrados durante todos estes anos em vez de serem sanados. A expectativa é de que o PAC - Programa de Aceleração do Crescimento cooperado com a iniciativa privada, possa realmente promover os aportes necessários para que haja uma solução dos gargalos físicos, melhorando os índices de produtividade das ferrovias, reduzindo também os números de acidentes. Os investimentos das concessionárias ferroviárias no Brasil em 2007 foram da ordem de 3,5 bilhões e tudo leva a crer que estamos acordando para a importância dessa infra-estrutura de transportes, resgatando valores desse modal que é priorizado principalmente nos países desenvolvidos.
Fonte:
http://www.folhadaregiao.com.br/noticia?88356&PHPSESSID=2f1ef7915731d8f
Quinta-feira - 03/04/2008 - 03h01
Carlos Antonio Farias de Souza - Presidente da Cooperhidro
A partir da recuperação da economia brasileira, os setores produtivos investem nas ferrovias reconhecendo neste modal uma alternativa para o escoamento de cargas, mesmo enfrentando desafios da reestruturação, modernização e situações adversas como a ausência de uma agenda estratégica nacional de integração de transportes, o que facilitaria a consolidação de um caminho para esse setor tão importante para o crescimento econômico e social.Com todos esses fatores, os resultados foram bons e as ferrovias de cargas do país fecharam o ano de 2007 com a produção recorde de 257,4 bilhões de TKU (tonelada por quilômetro útil transportada), com aumento de 10,8% em relação a 2006 e 104,5% maior que os 137,2 bilhões de TKU de 1997, ano da concessão da malha ferroviária do Brasil. No contexto destes números, a ALL (América Latina Logistcs), maior operadora em transportes ferroviários de cargas da América Latina e concessionária do trecho que corta a região noroeste paulista, divulgou também o seu crescimento de 10,1% nas suas operações em 2007, com um faturamento líquido de 216 milhões. São evoluções necessárias, onde as operadoras vêm impulsionando a inserção de novos tipos de cargas, principalmente contêineres que passaram de 3,459 TEU ("Twenty-feet equivalente unity" - unidade equivalente a um contêiner de 20 pés, seis metros de comprimento) em 1997 para 220.050 TEU em 2007. As ferrovias estão transportando um volume maior de cargas com uma gama maior de diversificação, e isso é muito positivo para os setores produtivos e para o desenvolvimento do país. Ao comemorar este crescimento de produção nas ferrovias, fica uma expectativa no Brasil em relação à solução dos problemas que sua malha ferroviária, que enfrenta vários problemas e que regionalmente vivenciamos nos últimos anos. Da recuperação e expansão da malha, eliminação dos gargalos, intermodalidade, aspectos de segurança, investimentos em tecnologia e capacitação de recursos humanos, ainda flui uma sensação de que essas ações, não estão sendo priorizadas em planejamentos e políticas de longo prazo. O modelo de concessão implantado nas ferrovias do país foi desordenado e carregado de problemas, sendo esses empurrados durante todos estes anos em vez de serem sanados. A expectativa é de que o PAC - Programa de Aceleração do Crescimento cooperado com a iniciativa privada, possa realmente promover os aportes necessários para que haja uma solução dos gargalos físicos, melhorando os índices de produtividade das ferrovias, reduzindo também os números de acidentes. Os investimentos das concessionárias ferroviárias no Brasil em 2007 foram da ordem de 3,5 bilhões e tudo leva a crer que estamos acordando para a importância dessa infra-estrutura de transportes, resgatando valores desse modal que é priorizado principalmente nos países desenvolvidos.
Fonte:
http://www.folhadaregiao.com.br/noticia?88356&PHPSESSID=2f1ef7915731d8f
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