La compra había originado una polémica sobre los valores pagados, el jefe de la misión británica manifestó su desacuerdo con los que afirmaban que los ferrocarriles no valían ni 1.000.000.000 de pesos Argentinos. La suma acordada había provocado gran satisfacción en Londres...
El 12 de FEBRERO DE 1947, se firma el convenio de compra de los ferrocarriles que pasaron a manos Argentinas, después de estar 90 años en poder de empresas Británicas. Estoy seguro de que en estos momentos los corazones de todos los Argentinos laten apresuradamente y no es para menos, así decía MIGUEL MIRANDA Presidente del BANCO CENTRAL y uno de los principales negociadores, en un discurso pronunciado al terminar la ceremonia de transferencia. El precio global pagado por todos los bienes fue de $ 2.482.500.000 m/n, el equivalente a 150.000.000 de libras Esterlinas. El gobierno Argentino se comprometió a pagar esa suma tomando a su cargo todos los gastos que ocasionaba esa operación, además del pago de los expertos de ambas partes. También se comprometía a mantener en sus puestos, al personal de las empresas Británicas cuyo sueldo no excedería los $ 1000 m/n. De igual manera serán respetados en el goce y beneficio de sus derechos, los empleados con sueldos superiores a $1000 m/n, entre los que se contaban, gerentes generales, contadores y asesores. El acto se realizó en el Salón Blanco de la Casa de Gobierno, con la presencia del presidente JUAN DOMINGO PERÓN, ministros, secretarios y jefes de las fuerzas Armadas. La misión Británica era encabezada por Sir MONTAGUE EDDY, que esa misma tarde realizó declaraciones a los periodistas. La compra había originado una polémica sobre los valores pagados y EDDY manifestó su desacuerdo con los que afirmaban que los ferrocarriles no valían ni 1.000.000.000 de pesos Argentinos. La suma acordada había provocado gran satisfacción en LONDRES. El 1 de Marzo de 1948, en un acto realizado en retiro, se anuncia la toma de posesión de los ferrocarriles. Y durante la Presidencia del Dr. Carlos Saúl Menem, (1989-1999) se privatizaron, nuevamente pasaron a estar en manos extranjeras.
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sexta-feira, 24 de outubro de 2008
terça-feira, 21 de outubro de 2008
ESTAÇÃO DE TREM PROMOVE PROJETOS SOCIAIS E CULTURAIS PARA CIDADE
O processo de revitalização do Comércio aos pouco se consolida com a realidade do local. Ainda, com inúmeras deficiências entre o processo de liberação do alvará de construção, expedido pelo IPHAN, a utilização do solo pela prefeitura e a preservação das fachadas dos casarões, alguns projetos se consolidam, como faculdades, hotéis de luxo, revitalização do Mercado Modelo e a vinda de alguns órgãos públicos para região.
Um projeto especial (Verde Trem) apresentado ao Fórum Estadual Baiano de Turismo, em Outubro de 2007 pretende levar para a cidade de Salvador, a construção de um “Trem Turístico de Cultura e a Vapor Ecológico” direcionado para a área turística. O projeto foi chancelado e habilitado para captação de recursos junto ao Ministério do Turismo. O idealizador do projeto “Verde Trem” é Gilson Jesus Vieira coordenador da Ong “Movimento Trem de Ferro”.
No projeto, inicialmente, o percurso será realizado das Docas até Mapele. A composição será formada de uma Locomotiva a vapor, 01 (um) carro restaurante, 03 (três) carros sonorizados com espaço adequado para show ao vivo com o trem em movimento, 02 (dois) carros climatizados com poltronas convencionas e 01 (um) para gerador de energia elétrica, sanitários, materiais, bagagens, etc. Podendo ser o primeiro trem de todos os tempos com uma locomotiva do século XIX a vapor, movido com combustíveis ecológicos modernos: Biodiesel e Gás Natural Veicular.
Gilson diz que a Emtursa tem sinalizado interesse e o objetivo principal é resgatar essa área de grande potencial explorando a paisagem do percurso do trem e a cultura local, ou seja, projetar o que a Bahia tem de mais forte em termo de cultura, culinária e iguarias. A gerente de Turismo da Emtursa questiona que esse é um projeto um pouco longe da realidade, mas, quando o Ministério do Turismo liberar as verbas a Emtursa tomará as medidas cabíveis para adequação do projeto a estrutura da cidade. “O Ministério do Turismo precisa liberar as verbas para restaurar os trens e os trilhos e isso leva tempo. E em relação aos trilhos seria da Calçada até a Paripe por questão estrutural.” diz a gerente.
O projeto foi estimado no valor de R$ 1.315 milhões sendo realizada uma vasta pesquisa de campo em outras regiões do Brasil, em que deram certo. Em cidade como São Paulo foi realizado o trecho de Campinas a Juguariúna; em Minas Gerais, a Maria Fumaça(São João Del Rei a Tiradentes); Piratuba , antiga Estação Rio do Peixe (430m.) da histórica estrada de Ferro SP- Rio Grande que foi feito um estudo de valores no Sul do país em que esses projetos estão consolidados. Os preços variam de R$ 100 à 150 reais. Aqui custará em torno de R$ 20 à 50 reais.
O coordenador do Movimento Trem de Ferro Gilson Jesus Vieira, diz “Também realizamos projetos, como, “Retrilhar educando” que consistem em promover debates e palestras em escolas de primeiro e segundo graus, faculdades, empresas, câmaras municípais, etc. Inicialmente em Salvador e região metropolitana, desenvolvendo os temas: transporte, meio ambiente e cidadania para estimular a participação mais ativa dos cidadãos nos encaminhamentos e decisões dos governos municipais, estadual e federal” diz o coordenador.
Esse projeto atenta no envolvimento de estudantes de nível médio e superior para a consciência na contribuição da sociedade levando para eles a importância histórica, geográfica e sociológica das redes ferroviárias junto com o crescimento econômico do país. Já participaram várias escolas entre públicas e particulares. Recentemente, o Colégio Maristas, os contactaram para levar os estudante que nunca andaram de trem. Gilson também realiza o projeto “VER DE TREM”, junto com o Grupo Ecológico GERMEN, onde vem buscando estimular o debate na sociedade sobre a importância do transporte ferroviário e preservação ambiental, estimulando o desenvolvimento turístico e cultural, principalmente do Recôncavo Baiano, fazendo-se promover a integração entre seus Municípios.
História
A princípio, a maioria dos passageiros para o subúrbio era veranista, ocorrendo um grande movimento nos meses de novembro a março. Os moradores das pequenas concentrações suburbanas, localizadas principalmente em Plataforma, São Brás e São João, tinham que se deslocar em canoas, até a Ribeira, onde tinham acesso aos bondes e mais tarde aos ônibus. Com o aumento desses núcleos suburbanos, surgiu a necessidade de se criarem trens cuja circulação se limitasse àquela área.
Em 1949, aumentou a circulação dos trens, sendo necessário duplicar a linha e construir um segundo túnel de 70 m, adjacente a outro já existente em Periperi. Em 1952, com a construção da Ponte de São João, o percurso foi reduzido de 15 para 13,7 Km. Atualmente os trens ligam o bairro de Paripe à Calçada, transportando diariamente 18 mil passageiros.
Vale a pena observar que Salvador é a única metrópole brasileira servida por trens de passageiro com o menor percurso, comparando-a às demais. Para sentirmos a diferença do tratamento dado à ferrovia em outros países, podemos citar entre alguns, a Alemanha, na Europa, que detém mais de 20 mil quilômetros de estradas de ferro, mesmo sendo pouco menor em dimensões territoriais que o Estado da Bahia, que possui aproximadamente apenas 1.600km somente para cargas.
Um projeto especial (Verde Trem) apresentado ao Fórum Estadual Baiano de Turismo, em Outubro de 2007 pretende levar para a cidade de Salvador, a construção de um “Trem Turístico de Cultura e a Vapor Ecológico” direcionado para a área turística. O projeto foi chancelado e habilitado para captação de recursos junto ao Ministério do Turismo. O idealizador do projeto “Verde Trem” é Gilson Jesus Vieira coordenador da Ong “Movimento Trem de Ferro”.
No projeto, inicialmente, o percurso será realizado das Docas até Mapele. A composição será formada de uma Locomotiva a vapor, 01 (um) carro restaurante, 03 (três) carros sonorizados com espaço adequado para show ao vivo com o trem em movimento, 02 (dois) carros climatizados com poltronas convencionas e 01 (um) para gerador de energia elétrica, sanitários, materiais, bagagens, etc. Podendo ser o primeiro trem de todos os tempos com uma locomotiva do século XIX a vapor, movido com combustíveis ecológicos modernos: Biodiesel e Gás Natural Veicular.
Gilson diz que a Emtursa tem sinalizado interesse e o objetivo principal é resgatar essa área de grande potencial explorando a paisagem do percurso do trem e a cultura local, ou seja, projetar o que a Bahia tem de mais forte em termo de cultura, culinária e iguarias. A gerente de Turismo da Emtursa questiona que esse é um projeto um pouco longe da realidade, mas, quando o Ministério do Turismo liberar as verbas a Emtursa tomará as medidas cabíveis para adequação do projeto a estrutura da cidade. “O Ministério do Turismo precisa liberar as verbas para restaurar os trens e os trilhos e isso leva tempo. E em relação aos trilhos seria da Calçada até a Paripe por questão estrutural.” diz a gerente.
O projeto foi estimado no valor de R$ 1.315 milhões sendo realizada uma vasta pesquisa de campo em outras regiões do Brasil, em que deram certo. Em cidade como São Paulo foi realizado o trecho de Campinas a Juguariúna; em Minas Gerais, a Maria Fumaça(São João Del Rei a Tiradentes); Piratuba , antiga Estação Rio do Peixe (430m.) da histórica estrada de Ferro SP- Rio Grande que foi feito um estudo de valores no Sul do país em que esses projetos estão consolidados. Os preços variam de R$ 100 à 150 reais. Aqui custará em torno de R$ 20 à 50 reais.
O coordenador do Movimento Trem de Ferro Gilson Jesus Vieira, diz “Também realizamos projetos, como, “Retrilhar educando” que consistem em promover debates e palestras em escolas de primeiro e segundo graus, faculdades, empresas, câmaras municípais, etc. Inicialmente em Salvador e região metropolitana, desenvolvendo os temas: transporte, meio ambiente e cidadania para estimular a participação mais ativa dos cidadãos nos encaminhamentos e decisões dos governos municipais, estadual e federal” diz o coordenador.
Esse projeto atenta no envolvimento de estudantes de nível médio e superior para a consciência na contribuição da sociedade levando para eles a importância histórica, geográfica e sociológica das redes ferroviárias junto com o crescimento econômico do país. Já participaram várias escolas entre públicas e particulares. Recentemente, o Colégio Maristas, os contactaram para levar os estudante que nunca andaram de trem. Gilson também realiza o projeto “VER DE TREM”, junto com o Grupo Ecológico GERMEN, onde vem buscando estimular o debate na sociedade sobre a importância do transporte ferroviário e preservação ambiental, estimulando o desenvolvimento turístico e cultural, principalmente do Recôncavo Baiano, fazendo-se promover a integração entre seus Municípios.
História
A princípio, a maioria dos passageiros para o subúrbio era veranista, ocorrendo um grande movimento nos meses de novembro a março. Os moradores das pequenas concentrações suburbanas, localizadas principalmente em Plataforma, São Brás e São João, tinham que se deslocar em canoas, até a Ribeira, onde tinham acesso aos bondes e mais tarde aos ônibus. Com o aumento desses núcleos suburbanos, surgiu a necessidade de se criarem trens cuja circulação se limitasse àquela área.
Em 1949, aumentou a circulação dos trens, sendo necessário duplicar a linha e construir um segundo túnel de 70 m, adjacente a outro já existente em Periperi. Em 1952, com a construção da Ponte de São João, o percurso foi reduzido de 15 para 13,7 Km. Atualmente os trens ligam o bairro de Paripe à Calçada, transportando diariamente 18 mil passageiros.
Vale a pena observar que Salvador é a única metrópole brasileira servida por trens de passageiro com o menor percurso, comparando-a às demais. Para sentirmos a diferença do tratamento dado à ferrovia em outros países, podemos citar entre alguns, a Alemanha, na Europa, que detém mais de 20 mil quilômetros de estradas de ferro, mesmo sendo pouco menor em dimensões territoriais que o Estado da Bahia, que possui aproximadamente apenas 1.600km somente para cargas.
FERROESTE: Projeto de trem turístico e cultural
26-Mai-2008
Tibagi/ Paraná - A Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A - Ferroeste, através de seu presidente, Samuel Gomes, está participando nesta semana da primeira viajem para estrangeiros do trem de luxo do Brasil.
Com capacidade para 60 passageiros, o Great Brazil Express recebeu uma comitiva de 35 jornalistas europeus e brasileiros que saiu do Rio de Janeiro (22/05) com destino ao Paraná. De trem o grupo seguiu de Curitiba para conhecer Antonina, Morretes, Ponta Grossa, Guarapuava e Cascavel, chegando por terra a Foz do Iguaçu na quarta-feira, dia 28. No roteiro os convidados conheceram de ônibus as cidades de Tibagi e Castro. A volta do grupo aos países de origem acontece no dia 30, do aeroporto de Foz.
O trem de luxo brasileiro foi planejado para receber turistas estrangeiros e já foi apresentado a autoridades e em diversos eventos relacionados ao setor de turismo ferroviário no Brasil e no exterior. Os investimentos do projeto são do empresário brasileiro Adonai Aires de Arruda (da Serra Verde Express), do belga Thierry Nicolas e do sueco Thomas Glenndhall (os dois da empresa belga Transnico International).
Na tarde desta segunda-feira(26) os turistas chegaram à região dos Campos Gerais e conheceram, entre outros pontos turísticos, o Canyon Guartelá, no município de Tibagi. Durante o passeio Samuel Gomes, presidente da Ferroeste, divulgou o projeto da Ferroeste que pretende criar no estado o trem turístico e cultural. Para presidente o Great Brazil Express tem o total apoio da Ferroeste, pois mostra a sociedade que a ferrovia agrega outros setores importantes para a economia do estado e do país. “A iniciativa destes empresários mostra o potencial turístico que a ferrovia oferece. Este roteiro, que também passa pelos trilhos da Ferroeste, mostra um Brasil ainda não divulgado pelo setor turístico, possui uma riqueza natural e cultural que nós paranaenses não conhecemos completamente”, ressaltou.
Turismo cultural
Segundo o presidente o trem de luxo vem ao encontro do projeto da Ferroeste de oferecer trem turístico e cultural com preços mais acessíveis a população do estado e aos turistas brasileiros e latinos que querem conhecer o Paraná. De acordo com Gomes existe um grupo de trabalho que já deu início às discussões para a viabilização de um projeto de turismo ferroviário no trecho da Ferroeste, entre os municípios de Guarapuava e Cascavel. “Este nosso projeto já começou, vamos usar a estrutura feita para o trem de luxo no terminal de Cascavel para o trem turístico e cultural, a recepção de passageiros será uma forma de desenvolver o turismo regional e alavancar o desenvolvimento do estado”, disse. A possibilidade dos Campos Gerais fazerem parte do projeto da Ferroeste é grande. Segundo Gomes estes municípios estão reivindicando a extensão do projeto também para suas regiões.
A reunião feita pela Ferroeste para discutir esse novo projeto teve a participação das Secretarias de Meio Ambiente e Recursos Hídricos e de Turismo, Prefeitura de Cascavel e S.S.A. Ecoparaná, além dos técnicos da própria Ferroeste.
“Nossa intenção é oferecer a população não só do estado, novas alternativas para conhecer as belezas naturais e riquezas culturais dos municípios por onde passará o trem”. Gomes ressaltou as diversas etnias européias e a grande diversidade cultural encontrada nessas regiões, ele lembrou o grande acervo cultural dos imigrantes internos como os quilombolas, numa futura exploração turística através da Ferroeste.
De acordo com a secretária de Turismo e Meio Ambiente de Tibagi, Cecília Pavesi, o trem de luxo trará um grande impulso para o desenvolvimento do município através do turismo. “Será muito importante para nós, dos Campos Gerais, recebermos turistas de outros países para que conheçam nossa cidade e região. Mas acho fundamental também o projeto da Ferroeste de criar o trem turísco cultural, gostaríamos que os paranaenses e os brasileiros também tivessem a oportunidade de conhecer nosso município e todo potencial turístico dos Campos Gerais”, afirmou a secretária. (fonte:Assessoria Ferroeste)
http://www.defato.inf.br/content/view/5907/126/
Tibagi/ Paraná - A Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A - Ferroeste, através de seu presidente, Samuel Gomes, está participando nesta semana da primeira viajem para estrangeiros do trem de luxo do Brasil.
Com capacidade para 60 passageiros, o Great Brazil Express recebeu uma comitiva de 35 jornalistas europeus e brasileiros que saiu do Rio de Janeiro (22/05) com destino ao Paraná. De trem o grupo seguiu de Curitiba para conhecer Antonina, Morretes, Ponta Grossa, Guarapuava e Cascavel, chegando por terra a Foz do Iguaçu na quarta-feira, dia 28. No roteiro os convidados conheceram de ônibus as cidades de Tibagi e Castro. A volta do grupo aos países de origem acontece no dia 30, do aeroporto de Foz.
O trem de luxo brasileiro foi planejado para receber turistas estrangeiros e já foi apresentado a autoridades e em diversos eventos relacionados ao setor de turismo ferroviário no Brasil e no exterior. Os investimentos do projeto são do empresário brasileiro Adonai Aires de Arruda (da Serra Verde Express), do belga Thierry Nicolas e do sueco Thomas Glenndhall (os dois da empresa belga Transnico International).
Na tarde desta segunda-feira(26) os turistas chegaram à região dos Campos Gerais e conheceram, entre outros pontos turísticos, o Canyon Guartelá, no município de Tibagi. Durante o passeio Samuel Gomes, presidente da Ferroeste, divulgou o projeto da Ferroeste que pretende criar no estado o trem turístico e cultural. Para presidente o Great Brazil Express tem o total apoio da Ferroeste, pois mostra a sociedade que a ferrovia agrega outros setores importantes para a economia do estado e do país. “A iniciativa destes empresários mostra o potencial turístico que a ferrovia oferece. Este roteiro, que também passa pelos trilhos da Ferroeste, mostra um Brasil ainda não divulgado pelo setor turístico, possui uma riqueza natural e cultural que nós paranaenses não conhecemos completamente”, ressaltou.
Turismo cultural
Segundo o presidente o trem de luxo vem ao encontro do projeto da Ferroeste de oferecer trem turístico e cultural com preços mais acessíveis a população do estado e aos turistas brasileiros e latinos que querem conhecer o Paraná. De acordo com Gomes existe um grupo de trabalho que já deu início às discussões para a viabilização de um projeto de turismo ferroviário no trecho da Ferroeste, entre os municípios de Guarapuava e Cascavel. “Este nosso projeto já começou, vamos usar a estrutura feita para o trem de luxo no terminal de Cascavel para o trem turístico e cultural, a recepção de passageiros será uma forma de desenvolver o turismo regional e alavancar o desenvolvimento do estado”, disse. A possibilidade dos Campos Gerais fazerem parte do projeto da Ferroeste é grande. Segundo Gomes estes municípios estão reivindicando a extensão do projeto também para suas regiões.
A reunião feita pela Ferroeste para discutir esse novo projeto teve a participação das Secretarias de Meio Ambiente e Recursos Hídricos e de Turismo, Prefeitura de Cascavel e S.S.A. Ecoparaná, além dos técnicos da própria Ferroeste.
“Nossa intenção é oferecer a população não só do estado, novas alternativas para conhecer as belezas naturais e riquezas culturais dos municípios por onde passará o trem”. Gomes ressaltou as diversas etnias européias e a grande diversidade cultural encontrada nessas regiões, ele lembrou o grande acervo cultural dos imigrantes internos como os quilombolas, numa futura exploração turística através da Ferroeste.
De acordo com a secretária de Turismo e Meio Ambiente de Tibagi, Cecília Pavesi, o trem de luxo trará um grande impulso para o desenvolvimento do município através do turismo. “Será muito importante para nós, dos Campos Gerais, recebermos turistas de outros países para que conheçam nossa cidade e região. Mas acho fundamental também o projeto da Ferroeste de criar o trem turísco cultural, gostaríamos que os paranaenses e os brasileiros também tivessem a oportunidade de conhecer nosso município e todo potencial turístico dos Campos Gerais”, afirmou a secretária. (fonte:Assessoria Ferroeste)
http://www.defato.inf.br/content/view/5907/126/
A MENINA QUE VENDIA BALA NO TREM
foto do autor Adilson Sarti em tarde de autógrafos
Prefácio do Livro A MENINA QUE VENDIA BALA NO TREM feito por Álvaro Ottoni
Venha ligeiro que o trem já vai partir.
Embarque em qualquer vagão.
Ao soar o apito viaje por aí,
por dentro de você...
Afinal, se o mundo que mora dentro da gente é tão grandão,
por que ficar aí só em terra firme,
em porto seguro,
só olhando pro jogo do computador?
Ou para a televisão?
Na caixa da cabeça tem tudo o que você quiser...
Até bala ou doce pra dar e vender
ou deixar água na boca
de quem pensa que cresceu,
porque de repente ficou sério, lógico, cheio de razão,
mas que na verdade se esqueceu
que a gente está na vida pra ser bom e feliz.
E para isso é mais do que preciso
nunca deixar de ser criança...
senão vai sempre perder
ou ficar a ver passar bem na frente da visão
o trem ou essa nave mágica da imaginação.
É esse o convite que Adilson Sarti faz para as crianças de todas as idades nesse seu livro de estréia. Boa viagem!
Leia mais
Prefácio do Livro A MENINA QUE VENDIA BALA NO TREM feito por Álvaro Ottoni
Venha ligeiro que o trem já vai partir.
Embarque em qualquer vagão.
Ao soar o apito viaje por aí,
por dentro de você...
Afinal, se o mundo que mora dentro da gente é tão grandão,
por que ficar aí só em terra firme,
em porto seguro,
só olhando pro jogo do computador?
Ou para a televisão?
Na caixa da cabeça tem tudo o que você quiser...
Até bala ou doce pra dar e vender
ou deixar água na boca
de quem pensa que cresceu,
porque de repente ficou sério, lógico, cheio de razão,
mas que na verdade se esqueceu
que a gente está na vida pra ser bom e feliz.
E para isso é mais do que preciso
nunca deixar de ser criança...
senão vai sempre perder
ou ficar a ver passar bem na frente da visão
o trem ou essa nave mágica da imaginação.
É esse o convite que Adilson Sarti faz para as crianças de todas as idades nesse seu livro de estréia. Boa viagem!
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quinta-feira, 16 de outubro de 2008
O homem que via o trem passar

11/05/2006
É considerado a obra-prima de Simenon
Jornal do Brasil - por Gustavo Bernardo
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Certa vez Alfred Hitchcock ligou para a casa de Georges Simenon. A secretária do escritor disse que ele não podia atender, pois estava escrevendo um romance. Hitchcock respondeu: "Tudo bem, eu espero ele terminar".
A anedota, verdadeira ou não, dá idéia da espantosa produção do autor belga. Escrevia uma novela em cerca de 11 dias, datilografando um capítulo por dia numa média de 92 palavras por minuto. Publicou 420 volumes em meio século de trabalho, dos quais 84 casos do inspetor Maigret, seu mais famoso personagem.
Apesar dessa produção insana, é considerado um dos maiores escritores de língua francesa. Henry Miller sintetiza o sentimento da crítica com a confissão: "Eu não acreditava que alguém pudesse ser, ao mesmo tempo, tão popular e tão bom". O relançamento daquela que é considerada a sua obra-prima, O homem que via o trem passar, publicada em 1938, confirma o espanto.
São duas as metáforas centrais do livro: o trem e o jogo de xadrez.
O trem representa o movimento, a aventura e a incerteza, por oposição à imobilidade, ao tédio e as certezas na vida de um burguês comum. Esse burguês, representado pelo protagonista Kees Popinga, não tem um nome comum, mas sua vida na casa e no trabalho é absolutamente burocrática. No entanto, nele hiberna um germe de revolta ou loucura, identificado pela emoção que sente ao ver um trem passar: "Enfim, se tivesse procurado em si mesmo, pondo a mão na consciência, um grão de loucura latente que pudesse predispô-lo a um futuro tumultuado, não lhe teria ocorrido pensar em certa emoção furtiva, quase vergonhosa, que o assaltava quando via um trem passar, um trem noturno, de preferência, com as cortinas baixadas sobre o mistério dos passageiros".
O germe desperta quando a empresa à qual ele tinha dedicado a vida vai à falência por falcatruas do próprio dono. O narrador, como que colado às costas de Popinga, acompanha sua dissolução moral depois que ele toma o sonhado trem noturno e larga toda a sua vida para trás. O leitor acompanha a transformação do protagonista pela sua própria perspectiva, vendo o burocrata se transformar em criminoso que decidiu não prestar contas a mais ninguém: "Não sou louco nem maníaco. Apenas, aos 40 anos, tomei a decisão de viver como me agrada, sem fazer mais caso das convenções ou das leis. Descobri – um pouco tarde, convenho – que ninguém as observa e que até agora eu vinha me deixando iludir".
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quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Artigo sobre o documentário:O trem passou e a gente ficou

Reinaldo Oliveira
reioliveirao@hotmail.com
Domingo, dia 13 de janeiro, às 23h, através do DOCTV – Programa da Secretaria de Áudio Visual do Ministério da Cultura, Fundação Padre Anchieta/TV Cultura e Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (ABEPEC), com apoio da Associação Brasileira de Documentaristas (ABD), a TV Cultura apresentou o documentário “O trem passou e a gente ficou”. Nele foi reconstituída uma viagem imaginária de trem saindo de Bauru/SP que percorreu àquele ramal ferroviário até Panorama/SP, onde o fim da linha é à beira do Rio Paraná. Assisti o documentário e as lembranças de tudo que nele vi, aflorou a saudade de coisas vividas e que não voltam mais. Corte rápido. Volto ao documentário logo mais à frente. E de modo particular, nesta primeira quinzena do mês, outros dois acontecimentos dos quais participei também me remeteram a lembrança de um passado bom, sadio e que pelo avanço da tecnologia e modernidade está se extinguindo, sumindo aos poucos da lembrança do povo.
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9º Programa DOCTV Carteiras Especiais: ‘O trem passou e a gente ficou’
Às margens de rodovia desativada, a denúncia do descaso e a investigação acerca da memória e cultura da população
Sem o trem, uma viagem pelo abandono e descaso na Ferrovia Paulista. O documentário O trem passou e a gente ficou, que será exibido pela Rede Pública de Televisão neste domingo, 13 de janeiro, às 23h, conta as memórias associadas à ferrovia e como os habitantes às suas margens assimilaram sua completa desativação. O filme faz parte da série viabilizada pelas Carteiras Especiais DOCTV do Ministério da Cultura.
O registro das imagens acontece no trecho da paranaense Panorama até a paulista Bauru, em trecho desativado desde 2001. O documentário promove investigação e reflexão acerca da promessa de modernidade no imaginário e na cultura associada à ferrovia, desfeita pelas estações em ruínas e pelos trilhos abandonados. “Ao investigarmos esse universo, logo descobrimos que, de uma maneira impressionante, o afeto transcendia uma relação de memória e nostalgia”, conta Raoni Maddalena, que dirigiu a produção ao lado de Caio Polesi e Giovana Saad. “Em alguns casos, atingia o status de verdadeiro culto à máquina, a algo que foi elaborado apenas sob o ponto de vista funcional”. Assim como o co-diretor Caio Polesi, Raoni Maddalena é natural de Bauru, cidade cujo desenvolvimento é fortemente associado à ferrovia. “Nosso trabalho não se preocupa tanto em levantar questões objetivas, mas em acompanhar a construção dessa identidade cultural”, explica. Raoni Maddalena é graduando em Audiovisual pela USP. Caio Polesi é graduando em Publicidade e Propaganda. Giovana Saad tem formação em Rádio e TV. O documentário O Trem passou e a gente ficou é o trabalho de estréia dos diretores na TV aberta.
Confira abaixo a entrevista com Raoni Maddalena.
Como surgiu a proposta do documentário sobre este ramal da ferrovia que vai de Bauru até Panorama? Por que foi este o trecho escolhido?
Sou bauruense e passei a minha vida toda lá até vir a São Paulo iniciar a faculdade. A idéia partiu mais do Renato, que é também bauruense, e foi desenvolvida ao longo de dois anos com a ajuda de várias pessoas. Durante muitos anos, a ferrovia foi um monumento à memória do modernismo incompleto pelo qual passamos na história do país. Por toda a nossa vida - tanto Renato quanto eu nascemos em 84 - vimos a ferrovia se desfazer aos poucos e os trens virarem cada vez mais fantasmas da história local, sendo que ainda poderiam estar desempenhando um papel fundamental não apenas na economia regional, mas na sociedade em termos de favorecimento do fluxo de pessoas e fortalecendo o estabelecimento de uma identidade cultural. Ao investigarmos esse universo, logo descobrimos que, de uma maneira impressionante, o afeto transcendia uma relação de memória e nostalgia. Em alguns casos, atingia o status de verdadeiro culto à máquina, a algo que foi elaborado apenas sob o ponto de vista funcional.
A perspectiva de revitalização existe? De que forma isso poderá ser feito?
Um trecho que vai de Tupã a Bauru, onde há o entroncamento, já foi revitalizado, mas apenas para o transporte de carga. Se não me engano, de cana-de-açúcar.
O que a equipe encontrou de mais interessante entre as experiências de reaproveitamento do patrimônio das ferrovias para fins culturais? Onde fica esta experiência? Por que ela chamou a atenção de vocês?
Do ponto de vista formal e inusitado, o reaproveitamento mais interessante é sem sombra de dúvidas o aproveitamento dos próprios trilhos. Encontramos pessoas que desenvolveram troles para circular sobre os trilhos, movidos a pedal ou mesmo motor com o fim de viajar e chegar a conhecer os lugares por onde a ferrovia passou. Sob outro aspecto, o reaproveitamento das estruturas de estações para fins culturais é muito interessante. A prefeitura de Dracena fez um ótimo restauro da estação e instalou ali a sua secretaria de cultura, a de Panorama instalou sua biblioteca, mas são poucas as que tiveram essa iniciativa.
Como vocês perceberam, durante a gravação, a região hoje? Bauru é hoje uma grande cidade: o que, em relação à vida econômica destas cidades, ainda está ligado à ferrovia?
Hoje eu acredito que muito pouco. Não dá para uma cidade esperar por cinco anos, sem perspectivas de volta, que uma estrutura volte a funcionar. O transporte rodoviário substituiu o ferroviário, mas isso foi um processo difícil do ponto de vista financeiro.
Nos prédios abandonados, a população se relaciona como se relacionaria em qualquer estrutura abandonada, os prédios são espaços marginalizados e às vezes perigosos. Na cidade de Dracena, antes da revitalização, ocorreu um assassinato na plataforma. Nas cidades menores ou nos povoados, a plataforma chega a servir como uma praça, são lugares abertos e amplos, então dá pra levar crianças para brincar ou promover feiras. Lembro-me de termos visto isso pelo menos em Pompéia e Oriente.
Quanto à narrativa, o documentário tem alguma especificidade que você gostaria de destacar para que os leitores prestem atenção?
Nosso trabalho não se preocupa tanto em levantar questões objetivas, mas em acompanhar a construção dessa identidade cultural. Somos apegados à narrativa. Algumas histórias são mais íntimas mas com uma forte carga simbólica, o que nos convenceu a utilizá-las. Mas, dada a característica de os trens serem transporte de massa, há uma universalização em diversos discursos.
Ficha Técnica
Título: O trem passou e a gente ficou (2007 - 52 min)
Direção: Raoni Miranda, Caio Polesi, Giovana Saad
Co-produção: Raoni Miranda Maddalena | Multvídeo Produções / TV Cultura de São Paulo | Rede SescTV | Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo.
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Sem o trem, uma viagem pelo abandono e descaso na Ferrovia Paulista. O documentário O trem passou e a gente ficou, que será exibido pela Rede Pública de Televisão neste domingo, 13 de janeiro, às 23h, conta as memórias associadas à ferrovia e como os habitantes às suas margens assimilaram sua completa desativação. O filme faz parte da série viabilizada pelas Carteiras Especiais DOCTV do Ministério da Cultura.
O registro das imagens acontece no trecho da paranaense Panorama até a paulista Bauru, em trecho desativado desde 2001. O documentário promove investigação e reflexão acerca da promessa de modernidade no imaginário e na cultura associada à ferrovia, desfeita pelas estações em ruínas e pelos trilhos abandonados. “Ao investigarmos esse universo, logo descobrimos que, de uma maneira impressionante, o afeto transcendia uma relação de memória e nostalgia”, conta Raoni Maddalena, que dirigiu a produção ao lado de Caio Polesi e Giovana Saad. “Em alguns casos, atingia o status de verdadeiro culto à máquina, a algo que foi elaborado apenas sob o ponto de vista funcional”. Assim como o co-diretor Caio Polesi, Raoni Maddalena é natural de Bauru, cidade cujo desenvolvimento é fortemente associado à ferrovia. “Nosso trabalho não se preocupa tanto em levantar questões objetivas, mas em acompanhar a construção dessa identidade cultural”, explica. Raoni Maddalena é graduando em Audiovisual pela USP. Caio Polesi é graduando em Publicidade e Propaganda. Giovana Saad tem formação em Rádio e TV. O documentário O Trem passou e a gente ficou é o trabalho de estréia dos diretores na TV aberta.
Confira abaixo a entrevista com Raoni Maddalena.
Como surgiu a proposta do documentário sobre este ramal da ferrovia que vai de Bauru até Panorama? Por que foi este o trecho escolhido?
Sou bauruense e passei a minha vida toda lá até vir a São Paulo iniciar a faculdade. A idéia partiu mais do Renato, que é também bauruense, e foi desenvolvida ao longo de dois anos com a ajuda de várias pessoas. Durante muitos anos, a ferrovia foi um monumento à memória do modernismo incompleto pelo qual passamos na história do país. Por toda a nossa vida - tanto Renato quanto eu nascemos em 84 - vimos a ferrovia se desfazer aos poucos e os trens virarem cada vez mais fantasmas da história local, sendo que ainda poderiam estar desempenhando um papel fundamental não apenas na economia regional, mas na sociedade em termos de favorecimento do fluxo de pessoas e fortalecendo o estabelecimento de uma identidade cultural. Ao investigarmos esse universo, logo descobrimos que, de uma maneira impressionante, o afeto transcendia uma relação de memória e nostalgia. Em alguns casos, atingia o status de verdadeiro culto à máquina, a algo que foi elaborado apenas sob o ponto de vista funcional.
A perspectiva de revitalização existe? De que forma isso poderá ser feito?
Um trecho que vai de Tupã a Bauru, onde há o entroncamento, já foi revitalizado, mas apenas para o transporte de carga. Se não me engano, de cana-de-açúcar.
O que a equipe encontrou de mais interessante entre as experiências de reaproveitamento do patrimônio das ferrovias para fins culturais? Onde fica esta experiência? Por que ela chamou a atenção de vocês?
Do ponto de vista formal e inusitado, o reaproveitamento mais interessante é sem sombra de dúvidas o aproveitamento dos próprios trilhos. Encontramos pessoas que desenvolveram troles para circular sobre os trilhos, movidos a pedal ou mesmo motor com o fim de viajar e chegar a conhecer os lugares por onde a ferrovia passou. Sob outro aspecto, o reaproveitamento das estruturas de estações para fins culturais é muito interessante. A prefeitura de Dracena fez um ótimo restauro da estação e instalou ali a sua secretaria de cultura, a de Panorama instalou sua biblioteca, mas são poucas as que tiveram essa iniciativa.
Como vocês perceberam, durante a gravação, a região hoje? Bauru é hoje uma grande cidade: o que, em relação à vida econômica destas cidades, ainda está ligado à ferrovia?
Hoje eu acredito que muito pouco. Não dá para uma cidade esperar por cinco anos, sem perspectivas de volta, que uma estrutura volte a funcionar. O transporte rodoviário substituiu o ferroviário, mas isso foi um processo difícil do ponto de vista financeiro.
Nos prédios abandonados, a população se relaciona como se relacionaria em qualquer estrutura abandonada, os prédios são espaços marginalizados e às vezes perigosos. Na cidade de Dracena, antes da revitalização, ocorreu um assassinato na plataforma. Nas cidades menores ou nos povoados, a plataforma chega a servir como uma praça, são lugares abertos e amplos, então dá pra levar crianças para brincar ou promover feiras. Lembro-me de termos visto isso pelo menos em Pompéia e Oriente.
Quanto à narrativa, o documentário tem alguma especificidade que você gostaria de destacar para que os leitores prestem atenção?
Nosso trabalho não se preocupa tanto em levantar questões objetivas, mas em acompanhar a construção dessa identidade cultural. Somos apegados à narrativa. Algumas histórias são mais íntimas mas com uma forte carga simbólica, o que nos convenceu a utilizá-las. Mas, dada a característica de os trens serem transporte de massa, há uma universalização em diversos discursos.
Ficha Técnica
Título: O trem passou e a gente ficou (2007 - 52 min)
Direção: Raoni Miranda, Caio Polesi, Giovana Saad
Co-produção: Raoni Miranda Maddalena | Multvídeo Produções / TV Cultura de São Paulo | Rede SescTV | Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo.
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