sexta-feira, 24 de setembro de 2010

SEGUINDO OS TRILHOS DO PASSADO

Nos atribulados dias dos grandes centros urbanos, avistar uma Maria Fumaça virou cena quase impossível. Pode ter sido em um filme, em uma novela de época ou até visitando alguma cidade histórica, mas com certeza você já ouviu aquele barulho estridente do apito do trem que se mistura com a fumaça que sai da locomotiva ao partir de uma estação, a cena é surpreendente.

Por nossa própria falta de hábito em relação a esse meio de transporte e também à escassa oferta de trens de passageiros, pensar em fazer um passeio ou uma viagem de trem no Brasil nem nos passa pela cabeça atualmente, ou nos remete ao chacoalhar dos vagões, ao barulho repetitivo que acompanha a viagem, sem contar a duração do passeio que se estende, e você, prudente, recusa-se a experimentar, é melhor pegar o carro e seguir até seu destino.

Mas será que sua reação seria a mesma se soubesse que os trens turísticos que deslizam pelos trilhos atualmente no país passam por regiões deslumbrantes, com florestas coloridas e rios formidáveis? Proporcionando uma vista, que só quem vai de trem assiste. Nesse caso, até mesmo uma longa viagem de trem não seria uma má idéia, não é? Em tempos de modernidade excessiva em tudo, um passeio de trem se transforma em uma opção mais charmosa do que qualquer outra coisa.

Apesar de ainda ser pouco utilizado no Brasil em relação a seu potencial, o trem é uma das opções de transporte mais utilizadas no Mundo. Com o surgimento de Organizações não Governamentais - ONGs e Associações, e com a comemoração dos 150 da ferrovia no Brasil, estão nascendo projetos cada vez maiores para, não só recuperarem trechos inativos, como também implantar Trens Turísticos onde há condições.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

FÓRUM NACIONAL DO PATRIMÔNIO CULTURAL – RELATÓRIO SÍNTESE – MESAS REDONDAS 06 E 16

SNPC


I FÓRUM NACIONAL DO PATRIMÔNIO CULTURAL
SISTEMA NACIONAL DO PATRIMÔNIO CULTURAL
DESAFIOS, ESTRATÉGIAS E EXPERIÊNCIAS PARA UMA NOVA GESTÃO 

MESAS REDONDAS 06 e 16

Patrimônio Ferroviário


Saiba sobre este evento, clicando aqui

Rede ferroviária (ex) nacional: Roubar tudo, destruir tudo e cobrar pelo serviço prestado




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Wilson de Carvalho   

Ferrovias que interligavam todo o Brasil e chegavam a países da América do Sul foram abandonadas, chegando ao extremo de construir ruas e avenidas sobre a malha ferroviária. Em Miguel Couto, na Baixada Fluminense, existe um bar sobre a linha férrea. Os trens de passageiros viraram sucata e os poucos que circulavam não ofereciam sequer condições de segurança. É grande o roubo de dormentes e trilhos em todo o país.
A RFFSA (Rede Ferroviária Federal S.A), que já teve um patrimônio superior ao da Petrobrás, está em processo de extinção, acelerada pelo governo do ex-presidente Cardoso. O que havia restado do transporte de carga, que deveria ser um dos mais importantes setores de desenvolvimento do país, vinha causando prejuízo diário de um milhão de dólares. Por trás de tudo isso, descaso, corrupção e um verdadeiro processo de destruição para entregar a malha ferroviária a multinacionais, além de favorecer também os monopólios que exploram o transporte rodoviário, como as indústrias de caminhões, ônibus, pneus e peças, sem falar na industria petrolífera, produtora dos combustíveis utilizados nas rodovias. Há ainda o lucro auferido por empresas privadas e pelo próprio Estado com a cobrança do pedágio mais caro do mundo. Os trens suburbanos, depois de recuperados com dinheiro do BNDES, foram entregues a grupos estrangeiros, que já cobram valores mais altos que os dos ônibus por uma passagem. Isso sem falar no metrô...




quinta-feira, 9 de setembro de 2010

O trem e o seu mundo visto pelo maquinista

Amigos, seguem algumas imagens feitas pelo ex-maquinista da Vale que gentilmente nos enviou para serem publicadas em nosso blog.
Abaixo a sua mensagem, contextualizando cada uma das imagens.

"Segue aí Saulo algumas fotos. Esta foto em cima da ponte no pátio 2 vale, consegui tira-la exatamente quando 3 pombas levantaram voo, pois elas estavam em cima do trilho na hora, e olha o detalhe 2 pombas brancas e uma preta no meio, e uma foto tirada da cauda pra frente do P02 no qual eu mesmo estava no comando, quando pedí ao chefe dotrem pra que tirasse esta foto exatamente no momento que eu estava passando no patio 4 vale, e a outra vc pode observar o trem de passageiro passando por Caetano Furquim, onde esta curva nos apelidamos de curva do cachorro magro, onde eu consegui tirar a foto da propia loco, e aoutra eu operando o P com uma dash 9."


Nosso trem está de volta com um passageiro ilustre!!

Amigos, depois de um longo descanso, para revisão, saimos da plataforma e estamos de novo nos trilhos da cultura ferroviária brasileira. Dessa vez, saimos com uma novidade: nos escreveu o Sr. Eber Alves Amorim a seguinte mensagem:

"Saulo. Boa noite? É um prazer falar contigo. Por acaso achei um clip no yuotube, que vc postou e em primeiro lugar quero te parabeniza-lo pelo excelente trabaho com "trem de lata".  E em segundo lugar, vc deve ter viajado cmg no trem da vale, pois fui maquinista do Passageiro até 2009, onde eu sai, pois já era aposentado e em terceiro lugar o maquinista que aparece no trem de lata sou eu. Fiquei muito feliz de ter visto o seu trabalho e ainda mais fazendo parte dele neste clip. Meus parabéns e estou ao seu dispor, pois tenho alguns videos e fotos tirados por mim mesmo no trem de passageiro e trem de minério que talvez possa lhe agradar.
Um grande abraço
Eber Amorim"

Confesso  que fiquei muito emocionado ao receber a mensagem deste trabalhador das linhas ferroviárias; e quanta história nos tem para contar!
Se vocês quiserem assistir o video, cliquem no endereço abaixo:




sexta-feira, 14 de maio de 2010

Esquecidos no tempo







Tristes imagens do abandono e da falta de memória em nossa cultura ferroviária!






O Patrimônio ferroviário em debate

significado e a preservação do patrimônio cultural ferroviário
na América Latina serão temas do seminário que será
realizado nos dias 26 e 27, no auditório do Instituto de Artes. Haverá
apresentação de experiências de restauro, revitalização e requalificação
do patrimônio ferroviário como espaços museológicos ou centros culturais,
com a discussão da inserção destes projetos nas dinâmicas sócioespaciais,
econômicas e culturais no âmbito latino-americano. Organizado pela professora Maria José de Azevedo Marcondes, do Departamento de Artes Plásticas, e Eloísa Dezen Kempter, doutoranda do Instituto
de Filosofia e Ciências Humanas
(IFCH).

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